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Guerra de Streamings


Fonte: Netuna Marketing Digital.


O streaming é a tecnologia de transmissão de dados pela internet, sem a necessidade de fazer download do conteúdo, permitindo assim, o acesso online a áudios e vídeos. A revolução dos meios de entretenimento acompanhou o surgimento dos streamings, começando pelas músicas, depois vídeos e agora filmes e séries. Portanto, o mercado pode ser dividido em diversas categorias, pagos e não pagos, como a Netflix e o Youtube respectivamente, ou até de músicas e vídeos, como o Spotify e a Amazon Prime Video.


De acordo com uma projeção realizada pela Cisco, o consumo de vídeos deve responder a cerca de 82% do tráfego da internet até 2021. Entre os diversos formatos disponibilizados pelas plataformas atuais, são as lives que devem apresentar o maior crescimento.


Provavelmente, nos últimos meses, você deu uma espiadinha nas temporadas de Dark, ouviu falar sobre a confusão em La Casa de Papel e se envolveu com Game of Thrones, passando assim, pelos diversos serviços de streaming oferecidos no nosso país. No Brasil, hoje, o consumo de streaming só é superado pelos números de consumos de entretenimento da Globo.


A Netflix, dentro da plataforma de vídeos pagos, é a dona da maior fatia do mercado, concorrendo diretamente com Amazon Prime Video, Telecine Play e HBO Go. Além disso, temos Globoplay e novos lançamentos previstos para novembro da Apple TV+ e Disney+, portanto é seguro dizer que estamos oficialmente prestes a atingir o “pico do streaming”.



O Brasil representa o terceiro maior número em relação à receita total da Netflix, ficando atrás de Estados Unidos e Reino Unido. No mundo, de acordo com a Cuponation, o Brasil é o sexto maior consumidor de streaming e representa mais da metade dos assinantes da Netflix na América Latina.


O mercado de streamings trabalha, cada vez mais, com exclusividade. Ter grandes nomes que só podem estar dentro da plataforma é o diferencial, e é por isso que as plataformas têm trabalhado com criações próprias cada vez mais. Mesmo com 8% de crescimento nos preços das ações após a divulgação de resultados, a Netflix não bateu as previsões de novas adesões, sendo parcialmente causado por esse desenvolvimento de plataformas rivais.


Uma nova batalha da guerra do streaming começou com a chegada do Disney+ ao Brasil. A empresa americana chegou fechando uma parceria com a rival Globoplay, ameaçando ainda mais os grandes players do mercado. Nessa mesma linha, as empresas começaram a se juntar e oferecer cada vez mais parcerias e benefícios. A Disney+, nos EUA, anunciou que clientes atuais e novos de uma operadora de telefonia móvel teriam a assinatura de um ano grátis. O mesmo para a Apple TV+ para quem compra um novo dispositivo Apple. Os preços também vem variando com a chegada dessas novas rivais:

Fonte: Edição do Brasil


Entrando no mercado dos não pagos, o Youtube é a rede social favorita dos brasileiros, com dados de mais de 90% da população com acesso à plataforma. Além disso, o país brasileiro possui alguns dos maiores canais da plataforma do mundo. Hoje a plataforma é o portal dos anúncios e fonte de propaganda para muitas marcas, e seu mecanismo de pesquisa já é tão relevante quanto o do Google. Os anúncios online estão crescendo em um ritmo cinco vezes mais rápido do que os materiais publicitários tradicionais. Além disso, esse tipo de divulgação já responde por quase metade do investimento global em mídia.


Anunciantes, consumidores e plataformas estão apenas começando a colher os benefícios dessa mudança sísmica no cenário da televisão e da pandemia, mas também estão sentindo as consequências. Muitos grandes players de TV já estão eventualmente indo para o streaming aos poucos. As guerras de streaming estão apenas começando.



Escrito por: Isabella Loretti de Sousa